Pensei que estava há muito tempo sem publicar nada aqui, mas na verdade nem era tanto. De qualquer forma, resolvi futucar se tinha algo pronto, já que inédito agora não sai.
Esse poema eu fiz pro Marcos, meu primo de 11 anos, meu menino preferido, meu primeiro bebê, o homem da minha vida. E, a partir do ano que vem, mais uma saudade pra minha coleção.
Ela me disse
que é preciso
ir embora
outra vez.
Engoli seco o soco,
meio com jeito
que já esperava.
Não esperava.
Ter que fingir de novo
que, já que sou novo,
não tenho raiz.
Vi nos seus olhos
que ela usava
toda sua força
pra não desabar
em frente de mim.
Ela,
que tanto lutou
para conseguir
nos estabilizar.
Que fazer?
Vamos lá.
Pr'um novo lugar
pra recomeçar.
É onde a ciência está
É onde dá
pro papai trabalhar.
As minhas raízes jovens
eu posso cortar.
Os meus adeuses velhos,
reutilizar.
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2 comentários:
fofo.
Putz,
perfeito!!
** eu amo divagações sobre o tempo, fins, começos...
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