quarta-feira, 2 de julho de 2008

A nós

Nossas almas são empáticas.
Urros de dor habitam
nossas entranhas.
Uma angústia homóloga
se aloca em nossos peitos:

Sinto o que sentes.

No entanto,
beijo outras bocas
na noite úmida,
enquanto uivas com medo
um choro pra lua.

Nossas almas são irmãs
opostas e idênticas.
Interdependentes
e tanto afastadas.

Queria tanto que pudéssemos
resolver nossos problemas!
Eu aceitar teus sonhos
frágeis e quebradiços,
E aceitares meu manto
curto, volátil, triste.

Não sei que fim levaremos
levando essas pedras em dentro.
Seja o que for, eu espero,
havemos de ser mais completos.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bonito e cruel.

vanpato disse...

A nós.