Se eu pudesse, transformava minha vida num poema curto
pra alguém ler, chamar de chato
amassar, tacar num saco
ou enrolava bem fininho, punha alguma coisa dentro
e fumava devagar sobre aurora ou ocaso
ou esmigalhava em mil milhões de átomos de vida,
punha numa garrafa de uísque vazia
e entornava pra dentro
e de cara lavada, mas nem tão limpa
encarava sem poder mudar
o vivo irreversível lá de fora.
(Eliza Vianna - http://umabonecasemanual.blogspot.com/)
Acho que esse é meu seu-poema preferido. Sei lá, gosto muito mesmo dele. E olha que - eu já te falei algumas vezes - você é uma das poucas pessoas que eu admiro poeticamente de fato (dentro da minha esfera de conhecidos). Engraçado, não consigo falar de você em terceira pessoa, como sempre falo das coisas aqui no blog, como falasse pra um público sem cara (que na verdade tem certas caras bem definidas sim, hehe). Desculpa a divisão aleatória de estrofes. E por ter inventado um título pro poema! Mas é o jeito como eu me refiro a ele sempre.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
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2 comentários:
indo fofocar eu descobri que já vi ela no ifcs sim, hehe. =)
e muito legal esse poema, mesmo.
Vc vai acreditar que eu fiquei emocionada de ler isso?
fiquei mesmo!
E gostei do nome.
às vzs eu acho estranho como nós crescemos literariamente juntas.
E o seu-meu poema preferido é o toma, me toma...
quero lê-lo, posso na quarta?
ai, não consigo dizer muita coisa q não seja te amo! e te abraçar com cara de que só vc me entende!
bjo
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