Ao amigo Felipe Duque (o Valença!)
A tristeza
é senhora.
Bamba que é bamba
também chora.
Malandro molha a navalha
com sangue de nêgo besta,
suor de muito trabalho
e orvalho que cai dos olhos.
Valha-me o samba!
Que a tristeza não me vale
se não vira poesia.
Um nêgo de verde e rosa
me cravou no peito um espinho:
"Ouça me bem, amor,
o mundo é um moinho".
A viola do Paulinho
me cantou um fim de amor.
Mas de repente "Portela!"
uma voz anunciou.
A dor no samba é assim:
Bate coração no surdo
Chora o couro da cuíca
Cavaquinho encanta a alma
e a tristeza se transmuta.
Encham-se os copos!
Pra dor, no samba, se sorri.
Dancem os corpos!
Deixem de lado o baixo astral!
Samba, morena...
que eu não vim só pra assistir.
Valha-me o samba!
Me fez da vida carnaval.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
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7 comentários:
cara, que liiiiiiiiiiindo!!!!
eu me arrepiei, sério mesmo :~
muito lindo!
Cada dia que passa eu consigo me encantar mais com vc...
Bjos!
Tenho medo de andar próximo a rua do lavradio a noite, pois ali passam negos enfezados que batem tambor. No entanto, caminhando pela ouvidor também o medo me acomete, pois ali está cheio de capoeiras malandros que igualmente batem tambor. Mas que diabo! Enquanto não pararem o pandeiro Não consigo caminhar por ai sem pensar em cair nestes versos que escreveu!
Não sabia que vocÊ era tão talentosa,realmente é uma das coisas mais belas que já vi.Sinceros parabéns!
lindo demais.
e sendo dedicado a quem é, tem sua beleza intensificada.
Rasgação de seda total da minha parte, hehe!!!
Como já disse antes, não vejo a hora de ver-te em ação ao vivo!!
Inté!
desculpa não comentar o poema, mas existe algum blog da madame kaos? precisava muito de um poema delas, algo q começa com a puta e a santa...
bjo
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