Eu vou dar um mergulho
de grande profundidade
Eu vou pular depressa
sem me despedir do mundo
Eu vou nadar sozinha
Vou me esquecer de tudo
Eu vou fugir da vida
dentro do meu oceano
Que tudo é embaçado
dentro do meu oceano
Que a vida fica calma
dentro do meu oceano
Que as coisas vão sem pressa
dentro do meu oceano
Lágrimas se confundem
- dentro do meu oceano
Lágrimas se confundem
- dentro do meu oceano
Lágrimas se confundem
- dentro do meu oceano
Lágrimas se confundem
com o mar.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
terça-feira, 27 de maio de 2008
CEmPre
Foi tri bonito o primeiro CEP de 2008; de deixar quem saía andando a pelo menos 30 centímetros do chão.
Cheguei em casa com uma felicidade por ser uma partezinha disso e, principalmente, por poder ser quem eu quero ser, quem eu gosto de ser: eu-poeta. É o que faz o sangue correr dum jeito gostoso em mim, o que me faz vida. E, nos útimos tempos, o que me faz poder presentear outras gentes com flores de vida também, poder regar gente com versos.
Obrigada, Eliza, parceira! Vamos crescendo juntas e ficando crianças também. Obrigada todo mundo que foi, que participou, quem não tava lá e quem me fez escrever certos versos.
Aí embaixo o poema rebatizado pelo Daniel de "me béébe, me béébe":
Cheguei em casa com uma felicidade por ser uma partezinha disso e, principalmente, por poder ser quem eu quero ser, quem eu gosto de ser: eu-poeta. É o que faz o sangue correr dum jeito gostoso em mim, o que me faz vida. E, nos útimos tempos, o que me faz poder presentear outras gentes com flores de vida também, poder regar gente com versos.
Obrigada, Eliza, parceira! Vamos crescendo juntas e ficando crianças também. Obrigada todo mundo que foi, que participou, quem não tava lá e quem me fez escrever certos versos.
Aí embaixo o poema rebatizado pelo Daniel de "me béébe, me béébe":
Toma
Toma uma flor.
Toma um beijo!
Toma,
Finda a sede de outro corpo,
de outra cor.
Toma,
Bebe o suco
do meu coração.
Tá jorrando,
é um rio
Tô te dando
Pode tomar!
Toma
minha palma na sua,
minha alma e a sua.
Toma
meus quadris,
minhas costas.
Toma o abraço.
Toma eu
de presente
Toma
Me bebe
Me toma
Toma o meu gesto.
Toma,
pode engolir os meus versos.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
CEP 20000
CEP 20.000
Dia 26 de maio de 2008 (Segunda feira)
A partir das 20h - Entrada Franca
Teatro do Jockey - Rua Bartolomeu Mitre, 1110.
(estacionamento pela rua Mário Ribeiro, 410)
Gávea - Leblon
madame kaos / bárbara araújo + eliza vianna / igor cotrim
gean queirós / daniel magrão / dudu pererê / marcello magdaleno /
glauce guima / kyvia rodrigues / alice sant'anna / na boa (andré maurois) / márcio januário /
dado amaral / márcio-andré / cecília borges + verônica debom /
tavinho paes / maurício antoum / chacal
gean queirós / daniel magrão / dudu pererê / marcello magdaleno /
glauce guima / kyvia rodrigues / alice sant'anna / na boa (andré maurois) / márcio januário /
dado amaral / márcio-andré / cecília borges + verônica debom /
tavinho paes / maurício antoum / chacal
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Nesse primeiro Centro de Experimentação Poética – CEP 20.000 – de 2008, a presença da gratíssima revelação Madame Kaos, do poeta e performer, editor da revista Confraria do Vento, Márcio-André, do saxofonista, poeta e produtor do Projeto MaPa, Marcello Magdaleno em dupla com o poeta Chacal, do experimental Tavinho Paes, do extravagante Edu Planchez, das poetas e atrizes Glauce Guima e Kyvia Rodrigues, das poetas Bárbara Araújo e Eliza Vianna, de Alice Sant’anna, dos poetas e produtores do evento Ratos Diversos, Daniel Soares, Dudu Pererê e Carluxo, da poeta Cecília Borges e da atriz Verônica Debom, do bailarino e professor Márcio Januário, do professor, poeta, cineasta e performer Dado Amaral e sua cria o Na Boa Cia Teatral do Colégio Estadual André Maurois, dos magníficos performers e poetas Igor Cotrim e Gean Queirós e do editor e cineasta Maurício Antoum. Na produção, o tricolor Ricardo Chacal.
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Vamonos?
Carinhas conhecidas ou nem tanto serão muitíssimo bem vindas.
Garantia minha de que será um espetáculo.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Sem pé e nem pata
Poesia
pois que me tens
Toda
e Tua
e Só
em tua
companhia
Me atirei
como o pau no gato
no fosso-de-Alice
do teu seio lato
Com rendas ou trapos
no mar ou no mato
levo o teu retrato
pronde quer queu vá
E esse poema
sem pé e nem pata
eu o fiz só prá
'ssinalar o fato.
Grata,
A dita poeta.
pois que me tens
Toda
e Tua
e Só
em tua
companhia
Me atirei
como o pau no gato
no fosso-de-Alice
do teu seio lato
Com rendas ou trapos
no mar ou no mato
levo o teu retrato
pronde quer queu vá
E esse poema
sem pé e nem pata
eu o fiz só prá
'ssinalar o fato.
Grata,
A dita poeta.
sábado, 17 de maio de 2008
Poemática: 21/05

A próxima Poemática acontecerá dia 21 de maio, véspera do feriadão, a partir das 19h na Galeria de Artes do ICHF. Em decorrência da proximidade do dia da Luta Anti-manicomial, 18/05, o tema dessa edição será "Poesia é a loucura que a gente cria - Poetas na Luta Anti-manicomial".
Convidamos o grupo Sistema Nervoso Alterado, formado por internos do Hospital Nise da Silveira (Engenho de Dentro) para mostrar sua loucura poética através de performances corporais e musicais. Além do grupo, o palco aberto estará mais aberto que nunca para os poetas que chegarem. As figuras que já estão ficando conhecidas do palco da Poemática estarão também por lá falando seus versos nessa insanidade poética coletiva.
A Poemática acontece na Galeria de Artes do ICHF, que fica no Campus do Gragoatá da UFF, Bloco O, térreo.
O Poeta é a Mãe das Artes
(Torquato Neto*)
O Poeta é a mãe das armas
& das Artes em geral
alô, poetas: poesia
no país do carnaval;
Alô, malucos: poesia
não tem nada a ver com os versos
dessa estação muito fria.
O Poeta é a mãe das Artes
& das armas em geral:
quem não inventa as maneiras
do corte no carnaval
(alô, malucos), é traidor
da poesia: não vale nada, lodal.
A poesia é o pai da ar-
timanha de sempre: quentura no forno quente
do lado de cá, no lar
das coisas malditíssimas;
alô poetas: poesia!
poesia poesia poesia poesia!
O poeta não se cuida ao ponto
de não se cuidar: quem for cortar meu cabelo
já sabe: não está cortando nada
além da MINHA bandeira ////////// =
sem aura nem baúra, sem nada mais pra contar.
Isso: ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar: em primeiríssimo, o lugar.
*O poeta, compositor e um dos pais do Tropicalismo foi interno de hospitais de reabilitação e um hospital psiquiátrico
Para mais informações sobre a Poemática, veja uns posts abaixo.
terça-feira, 13 de maio de 2008
Açougue
Vende-se
pedaço cardíaco de carne
retalhado em bifes
Não é dos mais frescos,
mas é macio,
agradável de gosto
e digestão
Preço:
Quem o esquente,
frigideira ou forno,
bem temperado,
Sazon à gosto
Caso contrário
o cárdio de carne
vai continuar
cá, lacerado
se estragando
disposto em postas
largado às moscas
Não tenho escrito muito. Isso aí foi só um rascunho pouco trabalhado dessa semana, quando Buarque falou no meu ouvido: "que te retalha em postas/ mas no fundo gostas". Pude vizualizar bifes grossos de coração em um fundo branco, pude senti-los na minha caixa toráxica.
pedaço cardíaco de carne
retalhado em bifes
Não é dos mais frescos,
mas é macio,
agradável de gosto
e digestão
Preço:
Quem o esquente,
frigideira ou forno,
bem temperado,
Sazon à gosto
Caso contrário
o cárdio de carne
vai continuar
cá, lacerado
se estragando
disposto em postas
largado às moscas
Não tenho escrito muito. Isso aí foi só um rascunho pouco trabalhado dessa semana, quando Buarque falou no meu ouvido: "que te retalha em postas/ mas no fundo gostas". Pude vizualizar bifes grossos de coração em um fundo branco, pude senti-los na minha caixa toráxica.
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